Viagem Fotográfica da APHOTO
Uma viagem fotográfica por Recife e Olinda
Capitaneado pelo diretor cultural da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto), Adovando Claro, a nave Milênio levou um grupo de aventureiro para explorar os encantos de Olinda e Recife. Armado até os dentes com câmeras e lentes, o grupo foi guiado por Biu de Olinda que nos levou até o Marco Zero das terras pernambucanas.
Em torno do Marco Zero, encontram-se alguns dos edifÃcios mais antigos de Recife. A partir do Marco Zero, ainda pode-se visualizar o Parque das Esculturas, obras de artes gigantes esculpidas por Brennand, um dos mais famosos artistas pernambucanos. Uma ligeira parada para a fotografia oficial e o grupo segue registrando a história pernambucana.
Destaque para a Torre Malakof, construção de 1855 que serviu como observatório astrológico. Dos prédios antigos do velho centro comercial recifense, há ainda, a Alfândega, a Sinagoga Kahal Zur Israel, mais antiga das Américas, e a Antiga Bolsa de Valores de Pernambuco e ParaÃba (Centro Cultural da Caixa).
No centro de Recife, a galera visitou o “Palácio das Princesas”, construção de 1841 que serve com residência do governador, e está situado no mesmo local onde encontrava-se o Palácio de Friburgo, construÃdo pelo conquistador holandês MaurÃcio de Nassau. Visitamos também a fachada do Teatro Santa Isabel, datando de 1850, e assim denominado em homenagem à Princesa Isabel.
Na Praça da República, o grupo deparou-se com dezenas de imagens da mitologia romana. A fotógrafa Ceres, deparou se com a estátua de Ceres, que na mitologia romana, equivalente à deusa grega Deméter. De acordo com a Wikepédia, Ceres era a deusa das plantas que brotam (particularmente dos grãos) e do amor maternal.
O mais famoso dos baobás do Recife está na Praça da República, em frente ao Palácio do Campo das Princesas. Circulando a pé no centro da capital pernambucana, o grupo cruzou uma das pontes do rio Capibaribe até a Rua da Aurora, que foi revitalizada recentemente. Em recife, há cerca de 100 pontes espalhadas pelo municÃpio, só no centro histórico são 32. Por essa razão, a cidade recebeu o apelido de “Veneza brasileira”.
Veja fotos da Expedição Fotográfica de Recife e Olinda:
http://www.flickr.com/photos/practical-fotos
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Pelas ladeiras de Olinda
Bater perna pelas ladeiras de Olinda é a melhor maneira de observar os casarios, as igrejas, as paisagens e ainda curtir o clima da cidade antiga. O grupo começou a fotografar pela Igreja do Carmo, seguindo em direção à Rua do Amparo, repleta de museus, ateliês, restaurantes e a Casa dos Bonecos Gigantes, onde ficam guardados os bonecos que desfilam durante o Carnaval de Olinda.
O povoado de Olinda foi fundado em 1535 por Duarte Coelho Pereira, sendo elevada a vila em 12 de março de 1537. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses que transferiram a sede para o Recife. Caminhar por Olinda é uma volta ao passado, um lugar silencioso e extremamente charmoso, com paisagens lindÃssimas se descortinando quando você menos espera, local bem guardado pela polÃcia especializada em turismo.
Tombada como Patrimônio Cultural Mundial, Olinda faz do charme o cartão de visitas. Com belas construções, mirantes e galerias de arte, a cidade surpreende os visitantes de maneiras. Os fotógrafos percorreram os caminhos da história, andando pelas ladeiras de Olinda. Igrejas e conjuntos arquitetônicos remetem ao perÃodo em que portugueses e holandeses disputaram o estratégico território.
Veja fotos da Expedição Fotográfica em Olinda
Brenan:http://www.flickr.com/photos/practical-fotos
Ricardo Brennand, o senhor das armas
Depois do almoço, a nave Milênio levou trupe de fotógrafos para o bairro de Várzea, onde está localizado o Instituto Ricardo Brennand, criado pelo colecionador pernambucano Ricardo Brennand, que durante cinqüenta anos vem adquirindo obras de arte das mais diferentes procedências e épocas.
As obras de arte e a coleção de arma compreendem a Europa medieval do século XV, o Brasil Colonial das invasões holandesa, século XVII, até o Brasil do século XIX. Entre as obras de artes (quadros, tapetes, mobÃlia, esculturas, objetos pessoais, entre outros), destaque para a maior coleção privada do pintor holandês Frans Post.
O “castelo das armas” está repleto de armas brancas e armaduras medievais completas, representando o acervo adquirido por Ricardo Brennand durante meio século de vida. São pinturas, esculturas, vitrais, tapeçarias, desenhos, gravuras, canivetes, estiletes, clavas, adagas, espadas, lanças, armaduras medievais (inclusive para cavalos e cães) e uma série de outras armas para a caça e para a guerra, provenientes de vários séculos e de origens distintas.
Em meio a cliques e deslumbramentos históricos, a tarde passou rápida. O capitão Adrovany juntou a galera e embarcamos na Milênio, que parecia que iria se desmanchar na BR 101 pernambucana, em péssimo estado de navegação. Mesmo com o cansaço visivelmente estampado no rosto das pessoas, a nave ainda parou para o jantar em João Pessoa, ante de chegar em Natal.
Veja fotos da Expedição Fotográfica ao Castelo de Brenan:
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